Como automatizar a emissão de NFC-e?

João Vallim

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Pensando na melhoria da gestão de processos, a automação é uma forte aliada. Por isso, no artigo de hoje vamos falar sobre como automatizar a emissão de NFC-e.

A Nota Fiscal do Consumidor Eletrônica (NFC-e) é o documento fiscal digital em formato XML que a empresa emite diretamente ao consumidor final. 

Também possui o documento auxiliar (DANFC-e), também conhecido como “Espelho da NFC-e”, que pode ser impresso em uma impressora comum, eliminando a necessidade das impressoras fiscais.

Acompanhe a leitura para saber mais sobre o momento ideal para automatizar a emissão desse tipo de nota e como colocar essa operação em prática.

Requisitos para a emissão de NFC-e

Para que a empresa esteja apta a emitir a NFC-e, é preciso cumprir alguns requisitos, como:

  • Obter a permissão da Sefaz, por meio de credenciamento;
  • Possuir certificado digital no padrão ICP – Brasil com o CNPJ contribuinte;
  • Estar com a Inscrição Estadual (IE) ativa e em dia;
  • Ter um programa que emite NFC-e;
  • Possuir o Código de Segurança do Contribuinte (CSC);

Além dessas condições técnicas, é válido lembrar que será necessário o acesso a uma infraestrutura básica, incluindo computadores com acesso à internet e sistema de proteção antivírus.

Ter uma impressora à disposição também é interessante, caso o cliente deseje ter o DANFC-e em mãos.

Quando automatizar a emissão de NFC-e?

Operacionalizar um sistema de automação não é uma tarefa simples. É preciso investir tanto em sistemas e equipamentos quanto no treinamento da equipe.

Contudo, os benefícios decorrentes de tornar a emissão mais rápida são recompensadores. Então, como saber se é um bom momento para iniciar a automação?

Separamos alguns elementos a se observar para decidir em relação a isso:

Volume de notas emitidas

Um ponto-chave é observar o volume de notas emitidas. Chega um momento em que a quantidade de NFC-e diárias acaba tomando um tempo precioso do colaborador.

Estados para os quais são emitidas

Outro aspecto a se atentar é para quais estados as notas estão sendo emitidas. Quando existe uma variação grande entre estados, a automação é bem-vinda, já que cada local tem suas peculiaridades e os sistemas garantem que serão atendidas.

Garantia do preenchimento correto

Por fim, vale destacar que, com a automação, existe uma maior garantia do lançamento correto dos valores. Como a nota é emitida por dentro do ERP, não há necessidade de que o colaborador digite os valores. Portanto, existe menos chance de erros no preenchimento.

Leia também: NF-e e NFC-e: Quem deve emitir qual tipo de nota?

Como automatizar a emissão de NFC-e?

Existem diversas maneiras de operacionalizar a automação de emissão de notas fiscais para o consumidor. Uma delas é por meio de uma API, como a que oferecemos aqui na Focus NFe.

Essa é uma opção com diversas vantagens. A principal é que, ao usar uma API, não há necessidade de alterar o sistema que a empresa já utiliza.

A API conecta o software de gestão ou ERP que a empresa já utiliza ao sistema do governo para emissão da NFC-e. Essa integração permite emitir nota automaticamente, seja em tempo real ou em sistema de contingência.

Confira outros benefícios da nossa API:

  • Sem de taxa de setup
  • Sem tempo mínimo de contrato
  • Emissão por planilha de diversas notas de uma vez
  • Mais agilidade no processamento para autorização das notas

Teste a API do Focus NFe grátis por 30 dias!

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João Vallim

Analista de marketing, nerd, videomaker e fotógrafo nas horas vagas.

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Em abril de 2024, foi lançada a versão 1.00 da Nota Técnica 2024.001, com impactos para a Nota Fiscal Eletrônica – modelo 55 e a Nota Fiscal do Consumidor Eletrônica – modelo 65.

Basicamente, são implementadas mudanças de validação para que os Microempreendedores Individuais (MEIs) tenham direito à emissão de NF-e e/ou NFC-e pela utilização do código de regime tributário (CRT) “4 – Simples Nacional – Microempreendedor Individual – MEI”, previstas no Convênio S/N de 1970.

Além disso, está eliminado o processo de denegação para a NF-e modelo 55 e são apresentados os Códigos Fiscal de Operações e Prestações (CFOPs) que os MEIs podem passar a utilizar em suas emissões.

Confira todas as mudanças a seguir.

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A EFD-Reinf existe desde 2018 e é uma das principais obrigações fiscais que as empresas devem cumprir e entregar mensalmente ao governo. Ela foi criada para substituir a Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf), em relação aos fatos ocorridos a partir de janeiro de 2024, conforme a Instrução Normativa nº 2.096/2022, da Receita Federal. A substituição começa a valer de fato a partir de 2025.

Elas devem entregar informações relacionadas à retenção na fonte de contribuições previdenciárias e apuração da contribuição previdenciária sobre a receita bruta.

De lá para cá, a EFD-Reinf tem passado por diversas mudanças, a fim de substituir e unificar o envio de informações que antes precisavam ser enviadas separadamente, tais como:

– Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social (GFIP);
– Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF)
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Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED).

Desde quando foi criada, a EFD-Reinf passou por diversas mudanças, as quais são exploradas neste artigo. Além disso, trazemos um panorama deste módulo tão importante para empresas.

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