Atualmente em nossa rotina diária lidamos com vários tipos de software. De programas de computador a aplicativos no celular, hoje temos uma grande interação com a tecnologia.

Com isso, muitos dispositivos têm se tornado “inteligentes” para atender a novas demandas do mercado e da alta conectividade.

Entretanto, com a variedade de possibilidades de conexão, dispositivos e ambientes, são precisos vários tipos de softwares e de uma diferenciação para esses programas a fim de ajudar a vida dos desenvolvedores e dos usuários finais.

No artigo de hoje vamos conhecer um pouco mais sobre os tipos de software e suas funções. Acompanhe!

O que é software?

Software é o conjunto de instruções que informa a um computador, aplicativo baseado na web ou outros dispositivos o que fazer, isto é, quais operações essas máquinas devem realizar.

O software é a parte lógica do dispositivo, sendo oposto ao hardware (componentes físicos do dispositivo). É ele quem permite que as tarefas, como envio de mensagens, conversas com chatbots, ouvir músicas em streaming, entre outras, sejam executadas.

Em síntese, o software é uma ponte entre o dispositivo e o humano que o usa.

Como funcionam os tipos de software?

Os softwares dependem diretamente dos códigos, que por sua vez, trazem diversas possibilidades e opções de classificação. Por exemplo, se pensarmos em uma forma mais usual, temos o seguinte:

  • Softwares de base: são aqueles que servem como apoio para outros softwares, ou seja, sistemas operacionais.
  • Softwares de aplicativos: são os códigos com funções mais determinadas e com objetivo de atender as necessidades de usuários finais.

Se pensarmos no contexto do desenvolvimento, é possível ainda refinar essa classificação, separando o software conforme seu uso. Vejamos 3 exemplos utilizando essa lógica:

  • Software de base: sistemas operacionais;
  • Software de aplicativo: aplicações para atender usuários finais;
  • Software cliente-servidor: aplicação para ser utilizado por uma rede ou um servidor.

Vale lembrar que existem várias formas de classificar e utilizar os tipos de software. Apenas não esqueça de considerar a linguagem de programação, uma vez que também é um código.

Quais são os tipos de software?

Para compreender melhor os tipos de programas, pode-se classificá-los segundo sua função para entender seus objetivos:

Software aplicativo

Esses são os aplicativos projetados para solucionar problemas específicos dos usuários. Tais aplicativos são usados para atividades cotidianas como editar textos, navegar na internet e ouvir músicas ou jogar. Exemplos: Microsoft Word, Photoshop e WhatsApp.

Software de programação

São as ferramentas utilizadas pelos desenvolvedores para a programação de novas aplicações e softwares por meio de linguagem de programação específica.

Isso inclui editores de código (como o Visual Studio Code), compiladores (que traduzem o código para uma linguagem executável) e Ambientes Integrados de Desenvolvimento (IDEs), que combinam várias ferramentas, como editores e depuradores, em uma única interface.

Exemplos: Visual Studio, Eclipse, Python, Java e JavaScript.

Software de sistema

São conjuntos de outros softwares que gerenciam o hardware e os recursos de um dispositivo, funcionando como uma espécie de interface entre o hardware e os softwares de aplicativos. São utilizados com o objetivo de oferecer serviços e funções para outros programas. Exemplos: Windows, macOS, Android e iOS.

Quais são os formatos de softwares?

Outra possibilidade é distinguir os softwares por formato e distribuição. Vejamos alguns exemplos:

Código aberto

Conhecidos também como open source, os softwares de código aberto são mais fáceis de acessar e os desenvolvedores podem alterar o código-fonte. De forma que podem distribuir essa nova versão do software, desde que a licença daquela aplicação seja respeitada.

Código fechado

Softwares de código fechado ou closed source são aqueles em que são proibidas as alterações e a distribuição. Ou seja, somente um proprietário tem direito terá o acesso à linguagem de programação do código, que é vendido ao mercado, mas sem o acesso de outras pessoas.

Software livre

Esse tipo de software pode ser executado, copiado, distribuído e modificado livremente. Não necessariamente o software será gratuito, mas sim que o usuário terá a liberdade para controlar e adaptar o software às suas necessidades. Essa categoria não se restringe apenas a programas gratuitos, mas também a versões pagas.

Software proprietário

Essa classificação diz respeito aos programas que também podem ser modificados e ter seus códigos distribuídos livremente. Entretanto, é preciso comprar a licença e solicitar permissão para distribuir e modificar o código-fonte.

Esse modelo de software é frequentemente associado a produtos comerciais, nos quais os desenvolvedores procuram proteger seus direitos autorais e gerar receitas por meio das vendas das licenças.

Software freeware

Aqui entram os programas que são ofertados gratuitamente, onde a instalação e execução podem ser feitas sem restrição. Por vezes, o mesmo software tem a versão gratuita e a versão paga disponível.

Os objetivos do software freeware são diversos, como oferecer funcionalidades gratuitas, mas um pagamento para acesso a outras funções (upgrades). Essa categoria de software define como os programas são disponibilizados, modificados e distribuídos

Quais são os tipos de licença de software?

Classificar os softwares por tipos de licença também é uma opção. Assim, existem algumas maneiras como:

GNU LGPLv3

Trata-se de uma licença de código aberto, em que é permitido o uso em softwares livres e proprietários, desde que as modificações em bibliotecas sejam feitas sob a mesma licença. Essa categoria tem as permissões de uso comercial, modificação, distribuição, uso de patente e uso privado. Entretanto, é indicado que a divulgação da fonte, da licença e do aviso de direitos autorais seja respeitada. E, no caso de alteração de licença, a documentação também deve ficar disponível.

GNU AGPLv3

Modalidade de licença autorizada que permite modificação, distribuição, uso tanto comercial como de patente e privado. Porém, há uma regra crucial nesse tipo de licença: se o software for usado por meio de uma rede (como em Software como Serviço - SaaS), o código-fonte modificado deve ser disponibilizado para os usuários da rede, fechando a “brecha” do lado do servidor onde a licença tradicional não exigia o compartilhamento.

Algumas condições englobam a divulgação da fonte, distribuição para usuários da rede, licença e aviso de direitos autorais e documentação no caso de alteração da licença.

GNU GPLv3

Nessa opção, é permitido o uso comercial, modificação, distribuição, uso de patente e uso privado, contanto que a divulgação da fonte, licença, aviso de direitos autorais e documentação (no caso de alteração da licença) sejam respeitados.

Mozilla Public License 2.0

Essa licença exige menos condições para seu uso, de forma que apenas se deve estar atento para a divulgação da fonte, licença e aviso de direitos autorais. No caso, a obrigação de compartilhamento de código se aplica aos arquivos individuais licenciados com Mozilla Public License, não ao projeto inteiro.

Além disso, é projetada para ser compatível com outras licenças e permitir a integração com código-proprietário, a fim de incentivar a participação de empresas.

MIT License

Modalidade que pode ser usada da mesma forma que o Mozilla Public License, com a diferença que a licença e os direitos autorais sejam contemplados. Ou seja, é uma licença de software com poucas restrições de reutilização. Há a permissão para sar, copiar, modificar, mesclar publicar, distribuir, sublicenciar e vender cópias do software.

Quais são os softwares mais utilizados?

Existem vários softwares utilizados em empresas, com diversas funções, como automatização de tarefas, gestão de recursos, planejamento do desempenho organizacional, entre outros.

A seguir, citamos os mais populares deles.

ERP

Sigla para Enterprise Resource Planning (planejamento de recursos empresariais, em português), trata-se de um software que integra os negócios de uma organização, como contabilidade, recursos humanos, vendas e cadeias de suprimentos em um único lugar.

Com o ERP, as organizações podem melhorar a eficiência operacional, simplificar os processos de negócios e obter insights precisos sobre o desempenho da empresa.

Os ERPs ajudam gestores a terem uma visão mais geral do negócio. Além disso, automatizam tarefas repetitivas e eliminam a necessidade de entrada manual de dados.

CRM

Sigla para Customer Relationship Management (gestão de relacionamento com o cliente, em português), softwares de CRM são usados para organizar, automatizar e sincronizar vendas, marketing, atendimento ao cliente e suporte técnico.

O sistema auxilia no relacionamento das empresas com os clientes, por meio de técnicas baseadas em dados para gerenciar estratégias e relacionamentos com os consumidores.

Os softwares de CRM auxiliam as empresas a coletar e analisar dados para:

  • personalizar as estratégias de marketing;
  • simplificar a geração de leads;
  • cultivar potenciais clientes;
  • aumentar as conversões;
  • melhorar a retenção de clientes.

Além disso, são utilizados dados de e-mail, mídias sociais e outros pontos de contato para permitir que as equipes de vendas criem campanhas direcionadas para gerar crescimento de receita a longo prazo.

CPM

Softwares CPM (Corporate Performance Management, ou gestão de performance corporativa, em português), são ferramentas que ajudam empresas a planejar, monitorar e gerenciar o desempenho organizacional.

Tais sistemas integram diferentes processos de gestão, como planejamento estratégico, orçamento, monitoramento de indicadores de desempenho e análise de resultados, com intuito de facilitar a tomada de decisões baseadas em dados.

O objetivo dos softwares CPM é dar suporte ao alinhamento estratégico da empresa, auxiliando na execução da estratégia e garantindo que todos os setores contribuam para o alcance dos objetivos organizacionais. Isso é possível pela visualização de performance em tempo real, identificação de desvios e ação rápida para que os processos sejam desempenhados corretamente.

Automação de marketing

Softwares de automação de marketing contribuem para gestão de campanhas, segmentação de clientes, nutrição de leads e análise de desempenho.

Tais sistemas ajudam a poupar tempo gasto em tarefas repetitivas, melhorar a eficiência e gerar insights mais precisos sobre o andamento das campanhas.

Com o software, os gestores podem personalizar suas iniciativas para atingir diferentes segmentos de clientes, saber quais os seus hábitos e saber quais campanhas estão gerando resultados melhores.

Gestão de recursos humanos

Tais softwares têm como foco os colaboradores da empresa. As plataformas da área de recursos humanos permitem registrar toda a jornada do funcionário, e assim, otimizar processos burocráticos como admissões, desligamentos e cálculos trabalhistas.

Os softwares da área ainda podem realizar atividades como gestão de pagamentos, cruzamento e análise de dados, recursos para gerenciar a folha de pagamento e distribuição de benefícios.

Simplifique sua gestão de documentos fiscais com a Focus NFe

Somos um ecossistema de soluções para a emissão e gestão de documentos fiscais. Nossos recursos permitem que empresas dos mais diversos portes e segmentos ganhem mais tempo para focar no que importa.

Sua empresa possui desenvolvedores, sistema interno e quer otimizar a emissão de notas? Conheça nosso conjunto de APIs para emissão de documentos fiscais!

Converse já com a nossa equipe!