Um dos formatos mais conhecidos quando se fala de intercâmbio de dados, JSON oferece uma forma padronizada e eficiente para que sistemas diversos troquem informações entre si. Isso é possível devido a sua flexibilidade e compatibilidade com linguagens de programação populares, além de sua estrutura simples que faz com que seja facilmente lido por humanos e máquinas.
A seguir, explicamos o que é JSON, suas características, vantagens, como abrir um arquivo JSON, entre outros pontos relevantes.
O que é o JSON?
JSON ou JavaScript Object Notation é uma formatação usada para a estruturação de dados em formato de texto que permite a troca de informações de forma prática e otimizada. E apesar de ser um tipo de notação de objetos JavaScript, só passou a fazer parte desta linguagem após a versão 5 do ECMAScript.
O modelo .json é um dos formatos utilizados para estruturar informações trafegadas em transferências de dados entre aplicações realizadas por APIs (Application Programming Interface).
Além disso, é utilizado para a realização de requisições AJAX em sites em que são feitas diferentes interações com o banco de dados para realizar operações como consulta, inclusão e exclusão de registros, como o MySql.
Outra forma de utilização de arquivos .json é para o gerenciamento de projetos em diferentes linguagens de programação. O Node.js, por exemplo, utiliza um arquivo chamado package.json em seus projetos para armazenar as dependências utilizadas na aplicação.
Qual é a diferença entre HTML e JSON?
O HTML (HyperText Markup Language) é uma linguagem de marcação baseada em tags usada para estruturar e apresentar conteúdos na web.
Enquanto o JSON é um formato de troca de dados feito de estruturas de pares chave/valor que tem o objetivo de transmitir dados entre um servidor e um cliente (geralmente em aplicações web).
Qual é a diferença entre JSON e XML?
Ambos são representações de dados utilizados na comunicação de dados entre sistemas e aplicações. Entretanto, o JSON é independente de qualquer linguagem de programação, além de ser uma saída de API muito comum em diversas aplicações.
Já o XML é uma linguagem de marcação que disponibiliza regras para definir qualquer dado, usando tags para diferenciar atributos de dados e dados reais.
Entre as principais diferenças temos:
Notação
A diferença inicial dos dois modelos é a maneira de realizar a notação dos dados. Como já dito, o JSON usa uma notação simples, enquanto o XML uma estrutura de tags personalizadas para representar os objetos. Além disso, elas devem conter o par, ou seja, a tag de abertura e a de fechamento.
Outra característica da notação XML, é que, diferentemente dos textos no formato JSON, o seu conteúdo não precisa ser delimitado com aspas, mas sim com tags de abertura e fechamento.
Tipos de dados
O formato XML suporta diferentes tipos de dados, como imagens e gráficos, o que não é um foco do JSON, que se concentra em números e textos, além de objetos, listas, booleanos e nulos.
Em contrapartida, a estrutura do XML para lidar com coleções ordenadas de dados (o equivalente a arrays) é menos explícita do que a sintaxe de colchetes simples do JSON, que possui array nativo.
Codificação
A codificação representa as formas de conversão para o formato binário suportadas pelo modelo. O JSON utiliza o formato UTF-8, enquanto o XML oferece essa e outras opções.
Importante frisar: o UTF-8 é o formato mais utilizado em sites na internet.
Facilidade de leitura e comentários
Os arquivos em formato JSON são fáceis de entender, já que a estrutura e notação são bem simples, uma vez que usam delimitadores triviais para estruturar os dados, como as chaves, os colchetes e as aspas duplas. Além disso, os nomes das propriedades já descrevem os dados, e os valores vêm em seguida. Por exemplo:
{ “campo_texto”: “valor_generico”, “campo_numero”: 123, “lista_elementos”: [ { “chave”: “elemento_1” }, { “chave”: “elemento_2” } ] }
Por outro lado, no XML é mais estruturado e com a interpretação mais complexa, pois usam as tags duplas (uma de abertura e uma de fechamento) e também podem utilizar atributos dentro das tags, o que requer mais conhecimento prévio para analisar onde a informação essencial está. Por exemplo:
<?xml version=”1.0” encoding=”UTF-8”?>
Outra diferença é com relação aos comentários no arquivo, que são permitidos apenas no modelo XML.
Qual é a diferença entre JS e JSON?
O JavaScript (JS) é uma linguagem de programação interpretada usada para tornar as páginas web mais interativas, suportando variáveis, funções, objetos, arrays, condicionais, entre outros. Enquanto o JSON é um formato que facilita a leitura, escrita e a comunicação de dados estruturados, sem executar lógica ou funções.
Assim, enquanto o JS cria a lógica das aplicações e manipula os dados no lado do cliente, o JSON faz a troca dos dados entre o cliente e o servidor.
Quando usar JSON?
Basicamente, você pode usar JSON quando se deseja transmitir dados por uma rede, especialmente entre servidores e aplicações web. JSON também é muito utilizado na comunicação entre servidores clientes em APIs RESTful, armazenamento de dados, configurações de aplicações, troca de dados entre sistemas e desenvolvimento de aplicações web.
Também é possível usar JSON quando se quer realizar comunicação do front-end com o back-end e em APIs para o envio e recebimento de dados entre cliente e servidor.
Além disso, você pode usar JSON para:
- escrever aplicativos web assíncronos que trocam dados do servidor para uma página web e precisam de acesso de dados;
- no desenvolvimento de aplicativos móveis para buscar ou enviar dados;
- em arquivos de configuração;
- armazenamento de bancos NoSQL;
- tokens de autenticação.
JSON é ideal para comunicação, configurações e serialização de dados por ser mais simples e rápido que o XML, tornando seu uso comum em aplicativos móveis onde é preciso requisitar dados em um servidor e utilizá-los rapidamente na aplicação.
Também o JSON é muito utilizado em requisições AJAX para aplicações web e para resolver o problema de domínio cruzado.
Quais são as vantagens do JSON em relação a outras linguagens?
O JSON se destaca como o formato padrão para troca de informações entre sistemas web, especialmente em APIs. Sua simplicidade e legibilidade facilitam a comunicação entre aplicativos móveis e web, permitindo que ambos acessem os mesmos dados de forma eficiente.
Além disso, a estrutura do JSON é fácil de entender e manipular, o que o torna acessível para desenvolvedores de diversas linguagens.
Outra vantagem significativa é seu uso como uma “linguagem de configuração”. Ele é amplamente utilizado para armazenar parâmetros e opções que configuram ou personalizam programas e aplicativos, seja em ambientes desktop, mobile ou servidores.
Algumas das vantagens do JavaScript Object Notation:
- Leitura mais simples;
- Analisador (parsing) mais fácil;
- Suporta objetos;
- Velocidade maior na execução e transporte de dados;
- Arquivo com tamanho reduzido.
Essa flexibilidade, aliada ao suporte universal em praticamente todas as linguagens de programação modernas, torna o JSON uma escolha popular no desenvolvimento de software.
Quais são os tipos de dados em JSON?
Os dados contidos em um arquivo no formato JSON devem ser estruturados através de uma coleção de pares, com nome e valor, ou ser uma lista ordenada de valores. Desse modo, seus elementos devem conter:
- Chave: é o identificador do conteúdo e, por isso, deve ser uma string delimitada por aspas;
- Valor: é o conteúdo correspondente e pode conter os tipos de dados string, array, object, number, boolean ou null.
String
Uma string é uma sequência de zero ou mais caracteres Unicode, cercada por aspas duplas. Por exemplo:
“cidade”: “Rio de Janeiro”
Neste caso, “Rio de Janeiro” é uma string por ser um conjunto de caracteres colocados entre aspas duplas.
Number
Em JSON, um número (Number) pode ser do tipo inteiro ou fracionado e não utiliza aspas, desde que indique um valor numérico válido, como:
“age”: 40
Boolean
Os valores booleanos podem ser true (verdadeiro) ou false (falso) e não são colocados entre aspas:
“solteiro”: false
Neste exemplo, false é um valor booleano, indicando uma condição falsa sem o uso de aspas.
Null
Em JSON, null é usado para representar a ausência de valor ou informação para determinado assunto, e não é colocado entre aspas:
“telefone”: null
Object
Um objeto é uma coleção de pares chave/valor, onde as chaves e os valores são separados por dois pontos e cada par é separado por vírgulas. Os objetos são cercados por chaves { }, como:
“carro”: {“marca”: “Toyota”, “modelo”: “Corolla”}
Aqui, “carro” é a chave, enquanto o valor é um objeto que contém as propriedades “marca” e “modelo”.
Array
Um array é uma coleção ordenada de valores, cercada por colchetes [ ] e com valores separados por vírgulas.
Vejamos um exemplo com um array chamado “cidades”, contendo três objetos que representam diferentes cidades e seus respectivos países:
“cidades”: [
{“nome”: “São Paulo”, “país”: “Brasil”},
{“nome”: “Lisboa”, “país”: “Portugal”},
{“nome”: “Tóquio”, “país”: “Japão”}
]
Exemplos de códigos JSON
Veja a seguir exemplos práticos de aplicação do JSON:
1. Gerar um objeto JSON a partir de dados gerados pelo usuário
Imagine que um usuário preencha um formulário com seu nome e email em um site. Esses dados podem ser transformados em um objeto JSON para processamento ou armazenamento temporário.
{
“nome”: “João Silva”,
“email”: “joao.silva@email.com”
}
Esse JSON pode ser enviado para o servidor para ser processado, armazenado ou utilizado para outras ações.
2. Transferir dados entre sistemas
Para verificar um endereço, o JSON contendo o endereço do cliente é enviado para uma API de validação de endereços que vai retornar se o endereço é válido ou não.
{
“endereco”: {
"rua": "Av. Paulista",
"numero": "1000",
"cidade": "São Paulo",
"estado": "SP",
"cep": "01310-100"
}
}
3. Configurar dados de aplicações
Configurações de uma aplicação, como credenciais de banco de dados e caminhos de arquivos de log, podem ser armazenadas em um arquivo JSON, tornando o acesso mais fácil e organizado.
{
“banco_de_dados”: {
"host": "localhost",
"usuario": "admin",
"senha": "123456",
"nome_banco": "meu_banco"
},
“configuracao_log”: {
"caminho_arquivo": "/var/logs/meu_app.log"
}
}
A aplicação lê este arquivo JSON para obter os dados necessários para se conectar ao banco de dados e ao arquivo de log.
4. Simplificar modelos de dados complexos
Um modelo de dados complexos, como um cadastro completo de um usuário com múltiplos endereços e contatos, pode ser simplificado em um arquivo JSON, permitindo uma estrutura mais clara e organizada.
{
“usuario”: {
"id": 123,
"nome": "Maria Oliveira",
"enderecos": [
{
"tipo": "residencial",
"rua": "Rua das Flores",
"numero": "45",
"cidade": "Rio de Janeiro",
"estado": "RJ",
"cep": "20000-000"
},
{
"tipo": "comercial",
"rua": "Av. Central",
"numero": "1500",
"cidade": "Rio de Janeiro",
"estado": "RJ",
"cep": "20000-010"
}
],
"contatos": [
{
"tipo": "telefone",
"numero": "(21) 98765-4321"
},
{
"tipo": "email",
"email": "maria.oliveira@email.com"
}
]
}
}
Este exemplo de modelo complexo foi transformado em um formato de fácil leitura e manipulação com JSON.
Como criar um arquivo JSON?
Para criar um arquivo em JSON, é preciso compreender como sua estrutura funciona e como os dados são estruturados. Em seguida, através de um editor de texto, você pode criar a estrutura desejada e salvar o arquivo em extensão .json.
Confira mais detalhes destes passos abaixo:
1. Entenda a estrutura
Em primeiro lugar, é importante entender como funciona a estrutura do JSON, uma vez que essa formatação organiza os dados em pares chave-valor onde as chaves são strings e os valores podem ser strings, number, arrays, object, boolean ou null.
2. Escolha um editor de texto
Para criar o arquivo JSON, você precisará de um editor de texto. Existem várias opções disponíveis, como Notepad (Windows), TextEdit (Mac), ou editores de código como Visual Studio Code e Sublime Text.
3. Crie a estrutura
Abra o editor de texto escolhido e escreva a estrutura JSON. Certifique-se de seguir a sintaxe correta e incluir chaves e colchetes conforme necessário.
4. Salve o arquivo
Após criar a estrutura JSON, você precisa salvar o arquivo:
Vá até o menu do editor, clique em “Arquivo” e depois em “Salvar como”.
Depois, escolha o local onde deseja armazená-lo, dê um nome ao arquivo (por exemplo, livros.json) e certifique-se de que a extensão seja .json.
Clique em Salvar para concluir o processo.
Como abrir um arquivo JSON?
É possível abrir um arquivo JSON por meio de diversas formas como mostraremos a seguir.
Bloco de notas
O bloco de notas é um editor de texto gratuito que pode abrir grandes arquivos JSON e exibir o conteúdo em formato de texto simples para realizar edições. Este formato pode ser considerado difícil de ler porque as colunas nem sempre estão alinhadas, assim como é difícil editar devido às transformações de nível de coluna (caso não conheça nenhuma linguagem de programação).
As etapas para abrir arquivos JSON pelo bloco de notas são as seguintes:
- Abra o bloco de notas e selecione Arquivo>Abrir.
- No menu aberto, navegue até o local no seu computador onde o arquivo JSON está salvo. Selecione e clique em ‘Abrir’ para abrir o seu arquivo JSON.
- Uma vez que o arquivo JSON está aberto, você pode percorrer os dados e fazer revisões simples.
Excel
Abrir arquivos JSON no Excel não ocorre de forma direta, mas pode ser feito com recursos de energia. O benefício de abrir um arquivo JSON com o Excel é que o programa tenta colocar seus dados em linhas e colunas, facilitando a avaliação. A desvantagem é que se você abrir um arquivo JSON grande, isso pode causar o congelamento ou falha do Excel.
Para abrir o arquivo JSON no Excel, siga as etapas abaixo.
- Abra um arquivo do Excel e clique em “Dados” no menu superior;
- Em seguida, selecione o “Obter Dados”;
- Nas opções no menu suspenso, selecione “Do Arquivo > De JSON”;
- Em seguida, selecione seu arquivo e aperte “importação”;
- O Excel abrirá o arquivo usando o Power Query Editor, que é um recurso que cria um banco de dados fora do conjunto de dados;
- No canto superior esquerdo, selecione a opção “Na tabela”;
- Em seguida, clique no ícone de seta dupla na parte superior da segunda coluna e selecione “Expanda para novas linhas”;
- Logo após, clique na mesma seta dupla novamente e desmarque o nome da coluna original “use o nome da coluna original como prefixo”;
- Depois, clique em “ok”. Repita estes passos até que você não tenha mais colunas que dizem ‘Lista’. Quando terminar, clique “fechar e carregar” no canto superior esquerdo.
Visual Studio
Trata-se de um ambiente de desenvolvimento integrado (IDE) gratuito usado para o desenvolvimento de aplicativos em várias plataformas, como Windows, web e mobile.
Os passos para abrir um arquivo JSON pelo Visual Studio são os seguintes.
- Baixe o visual studio;
- Em seguida, navegue até o arquivo JSON no seu computador, clique com o botão direito e selecione “abrir com o Visual Studio Code”.
Gigasheet
Este é um aplicativo de software hospedado que permite fazer o upload, a importação, visualização, edição, transformação e análise de grandes conjuntos de dados.
Com o Gigasheet, os conjuntos de dados podem ser importados de vários repositórios de nuvem diferentes e os aplicativos fornecem recursos de transformação de dados pré-construídos.
Para abrir arquivos JSON com o Gigasheet, faça o seguinte.
- Após baixar o programa, inscreva-se e, ao abrir o programa, clique em “+Novo” no canto superior esquerdo;
- Em seguida, selecione “upload file”. Se o seu JSON reside em um repositório de nuvem, você pode selecionar uma dessas opções de importação também.
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Perguntas frequentes sobre JSON
A seguir, perguntas frequentes sobre o formato JSON
Quando usar JSON e quando devo usar XML?
Isso vai depender de cada projeto, é preciso analisar as requisições e exigências do aplicativo ou sistema para verificar qual opção vai produzir o melhor resultado.
Por exemplo, se o foco é desenvolver algo mais leve e rápido (especialmente na web), JSON é a escolha ideal, já que sua integração com JavaScript facilita o trabalho dos desenvolvedores. Além da sua legibilidade ser superior e permitir uma manipulação de dados mais simples e intuitiva.
Por outro lado, em sistemas que utilizam SOAP, o XML é que se destaca porque sua utilização é uma exigência. Sendo a melhor opção quando há uma maior complexidade de dados, necessidade de padronização na validação e transformações frequentes. Além disso, quando a categorização e identificação de dados são fundamentais, os metadados proporcionados pelo XML se tornam essenciais.
Arquivo JSON pode apagar?
Sim, afinal o arquivo JSON é um arquivo de texto simples.
O que é um banco de dados JSON?
É um tipo de banco de dados NoSQL (não relacional) que armazena dados em documentos flexíveis no formato JSON, em vez de tabelas com esquemas fixos.
O que é o sistema JSON?
É um formato de dados usado para transmitir e armazenar dados de forma organizada e legível por máquinas.
O que é JSON API?
É um formato de intercâmbio de dados leve comumente empregado em aplicativos baseados na web. Ele fornece uma maneira padronizada de estruturar e transmitir dados entre um servidor e um cliente, facilitando a comunicação entre diferentes componentes de software.
Qual software abre arquivos JSON?
Editores de texto (como Bloco de Notas), navegadores (como Google Chrome e Mozilla Firefox) com extensões como JSONView, ou softwares mais avançados como o Visual Studio e o Gigasheet são alguns exemplos de softwares que abrem arquivos JSON.
Excel abre JSON?
Sim, por meio do editor do Power Query que é aberto e mostra o conteúdo do JSON.
Como posso validar um JSON?
Por meio de ferramentas gratuitas como JSONLint ou Validador JSON (para sintaxe básica) ou JSON Schema (para validação de um schema).